O novo projeto de pesquisa agroalimentar da Embrapa Alimentos e Territórios (AL), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), está transformando o turismo sustentável no Nordeste. A iniciativa conecta saberes locais em cinco rotas gastronômicas imperdíveis.
Conheça as rotas turísticas gastronômicas
- São Cristóvão (SE) – “Cidade Mãe de Sergipe”
Resgata a miscigenação brasileira com sabores do coco, da mandioca e do açúcar. - Indiaroba (SE) – “Delícias da Terra”
Valoriza os saberes de mulheres marisqueiras e catadoras de mangaba, fruto símbolo da identidade sergipana. - Alagoas – “Da Caatinga aos Cânions”
Celebra a biodiversidade com pratos preparados a partir de ingredientes nativos. - Palmeira dos Índios (AL) – “Agricultura Familiar na Serra das Pias”
Aproxima os visitantes da agroecologia e do universo da jabuticaba. - Pernambuco – “Riquezas Ancestrais e do Manguezal”
Convida o viajante a conhecer os modos de vida de comunidades quilombolas e marisqueiras, em um ambiente que une terra e mar.
Segundo a Embrapa, o projeto tem mais de 500 participantes, entre eles, agricultores familiares, marisqueiras, quilombolas, catadoras de mangaba, pescadores, jovens e lideranças comunitárias.
Ao todo, é esperado um impacto em mais de cinco mil pessoas nas regiões. Somente em Sergipe, estima-se que 2.800 pessoas tenham sido beneficiadas.
“O Paisagens Alimentares trouxe um despertar: fez a gente perceber o valor do conhecimento local e da força que temos enquanto rede de mulheres”, conta Anatália Costa Neta, da Associação das Mulheres Empoderadas de Terra Caída, em Indiaroba (SE).

Foto: João Roberto Correia/Embrapa
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Conforme a Embrapa, em um cenário moderado de 100 visitantes por mês por território, com gasto médio de R$ 200 por pessoa, a renda anual pode chegar a R$ 240 mil por território, assim, totalizando R$ 1,44 milhões anuais nas seis cidades.

Foto: João Roberto Correia/Embrapa
Além disso, o especialista sênior do BID, Denise Levy, atesta que o projeto também demonstra a importância do turismo comunitário e gastronômico para diversificar a economia rual nas regiões.
O turismo sustentável fortalece comunidades, valoriza saberes e sabores locais e gera renda e autonomia para famílias. Ele transforma experiências em oportunidades e mostra a cultura e o potencial do Nordeste.