O turismo brasileiro está vivendo dias de ouro. Só entre janeiro e agosto de 2025, mais de 6,52 milhões de visitantes internacionais desembarcaram no país. O número representa um crescimento de 46,6% em relação ao mesmo período do ano passado e já supera, em apenas oito meses, o total anual de turistas recebidos por países vizinhos como Chile (5,2 milhões), Uruguai e Peru (3,3 milhões cada), de acordo com a ONU Turismo.
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Meta quase batida antes do fim do ano
O resultado coloca o Brasil a um passo de ultrapassar a meta do Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que previa 6,9 milhões de visitantes estrangeiros em 2025. Até agosto, já foram cumpridos 94,6% da meta.
Para Celso Sabino, ministro do Turismo e presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo, esse marco é reflexo de um país mais conectado com o mundo.
“Estamos não apenas alcançando, mas superando metas e colocando o Brasil no patamar que ele merece: o de potência turística mundial”, afirma
Agosto de recordes
O mês de agosto sozinho trouxe 576 mil visitantes internacionais, alta de 37,8% em comparação com agosto de 2024. Foi o melhor agosto da história, superando inclusive 2016, ano dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Marcelo Freixo, presidente da Embratur, destacou o impacto desse avanço:
“Em oito meses já estamos próximos do recorde histórico de 6,77 milhões de 2024. Vamos fechar 2025 com mais de 8 milhões de turistas. O turismo hoje é a indústria sustentável que gera emprego em todo o país”.
Quem mais visita o Brasil?
O ranking de emissores mostra que a Argentina segue líder absoluta, com mais de 2,6 milhões de visitantes. Na sequência aparecem:
- Chile: 539 mil turistas
- Estados Unidos: 516 mil turistas
- Europa (França, Portugal, Alemanha, Itália e Reino Unido juntos): mais de 740 mil turistas
Principais portas de entrada
Os aeroportos de São Paulo lideram a chegada de visitantes internacionais, com 1,8 milhão de desembarques. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 1,4 milhão, seguido pelo Rio Grande do Sul, que já soma 1,2 milhão de turistas estrangeiros em 2025.