Com a COP30 se aproximando, o transporte rodoviário em Belém está sendo preparado para suportar um fluxo interestadual extra de até 40% mais pessoas.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), atualmente, 12 companhias regulares operam em Belém. Com mais de 10 mil horários ofertados, divididos em 282 linhas interestaduais, a malha receberá reforço especial durante a COP 30.

Belém do Pará/ Imagem: Visit Brasil
Conforme a Abrati, haverá aumento na fiscalização dos transportes clandestinos na região: “A atividade irregular representa concorrência desleal e riscos aos passageiros. Com os olhos do mundo voltados para a Amazônia, esperamos maior rigor na fiscalização”, afirmou Pineschi.
Segundo Letícia Pineschi, conselheira da Abrati: “O setor possui expertise na realocação estratégica de frota para eventos de grande porte e está preparado para atender a COP 30, garantindo segurança, tarifas acessíveis e operação estruturada”.
Além do reforço interestadual, a prefeitura de Belém está planejando um projeto de mobilidade em que inclui a criação de linhas exclusivas durante o evento. A logística também contará com integração entre ônibus, eventuais linhas fluviais e pontos específicos para embarque de veículos por aplicativo ou táxis.
Setor rodoviário aposta em iniciativas ESG em Belém
Além do reforço nas frotas, as empresas associadas a COP 30 poderão apresentar iniciativas ligadas a ESG.
Segundo dados da Agência Europeia do Meio Ambiente (EEA) e relatórios internacionais, o transporte rodoviário é o modal coletivo de menor impacto ambiental: enquanto um ônibus emite em média 27 g de CO₂ por passageiro por quilômetro, o avião chega a 255 g e o carro individual a 171 g.